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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Feirinha no shopping

O Shopping Center 3 foi construído na Avenida Paulista, no local onde ficava o prédio da CESP, que pegou fogo em 1988. Hoje, o forte do shopping são as sete salas de cinema Playarte (Cine Bristol). Mas o lugar tem diversas lojas (mais de 90), duas praças de alimentação e até um Starbucks.

Aos domingos, uma feirinha agita o shopping, a "Como assim?".


Foto: site do Shopping Center 3


Tem de tudo: antiguidades, roupas, acessórios, artesanato, artigos para decoração, bolsas incríveis, camisetas legais, etc. Conheci a feira por acaso e me surpreendi com tantas coisas interessantes à venda.


Pra quem ama SP: estampas de camisetas da Sampa In Stampa, à venda na "Como assim?".

Vale a pena conhecer (leve dinheiro!). Com mais de 120 expositores, a feira pode ser visitada das 10 às 22 horas.

terça-feira, 15 de julho de 2008

São Paulo Rock City

Já que estamos falando de música: São Paulo é a cidade do rock no Brasil. Talvez por ser a maior capital do país, a mais moderna, mais internacional, a mais frenética. São Paulo é destino certo para as bandas que vêm do exterior.

Além disso, todos os dias (sim, de segunda a domingo) é possível ver o show de alguma banda. Seja banda grande ou do circuito underground, São Paulo tem opções em todas as vertentes do rock. Em alguns bares tem show quase diariamente, de bandas de estilos diversos (som próprio, cover, punk, folk, progressivo, metal, alternativo, garage, entre outros): Funhouse, CB Bar, Inferno, Outs, Ladyhell, Astronete, Manifesto, Blackmore, Café Aurora, Café Piu Piu (é sério!), The Wall, Stones Pub, Kazebre. A lista é extensa, bem maior que essa, pode acreditar.

E como não falar da Galeria do Rock, no Centro? Atual reduto de emos, já foi a meca dos roqueiros da cidade. Muitas lojas de discos, DVDs, roupas, bonecos (é, tem uma loja incrível com bonecos sensacionais, de estrelas do rock a personagens de desenhos e filmes), tênis, melissas, acessórios mil para as meninas (bolsas, pulseiras, buttons, cintos, brincos) e para os meninos também. Também tem estúdios de tatuagem, lojas de skate e muita camiseta preta.


O prédio da galeria do roque (ou Shopping Center Grandes Galerias) foi construiído na década de 60.
Foto: Eli Hayasaka

Outro lugar bastante frequentado por músicos é a Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, onde existem cerca de 30 lojas de instrumentos musicais e acessórios. Sem contar o número de estúdios para ensaio e gravação espalhados pela metrópole...

São Paulo tem espaço pra apreciadores de todos os tipos de música, é fato. Mas a cidade é rocker.

Galeria do Rock: Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Próximo ao Metrô República

terça-feira, 8 de julho de 2008

O parque da Paulista

O Parque Tenente Siqueira Campos, vulgo Trianon, foi inaugurado em abril de 1892, um ano depois da inauguração da Avenida Paulista. Projetado dentro do contexto de urbanização da época, influenciado pelo romantismo europeu, o parque adquiriu características de um jardim inglês, mesmo com toda a vegetação tropical.

O nome Trianon foi herdado de um clube homônimo (que se localizava onde hoje está o MASP), em que eram realizados bailes e eventos culturais da alta socieade.

Eu adoro esse parque. Imagine, no meio da maior avenida de São Paulo, um local bastante arborizado, calmo, cheio de pássaros, onde é possível relaxar? Pois é. E não paga pra entrar. Tudo bem que aquele trecho da Paulista está complicado por causa das reformas, mas vale o passeio sim.

Única reserva remanescente da Mata Atlântica da região, o parque possui espécies nativas e exóticas, além de árvores de grande porte, como cedro, sapopemba, jequitibá, jatobá e pau-brasil.



A casinha antiga é um dos sanitários.


Outros atrativos do parque incluem uma estátua do Fauno, de Victor Brecheret, o busto de Joaquim Eugênio de Lima, a estátua da Aretusa, de Francisco Leopoldo Silva, fontes, playgrounds pras crianças e viveiro de pássaros. Aberto diariamente, das 6 às 18 horas, conta com banheiros e uma base da Guarda Civil Metropolitana. E ainda tem uma passarela sobre a Alameda Santos.



Por dentro do parque, é possível atravessar a Alameda Santos.

Com muito verde, perfeito pra fugir da loucura da cidade, o Parque do Trianon é parada obrigatória.

terça-feira, 24 de junho de 2008

9 de julho: 76 anos da Revolução Constitucionalista

Você sabe por que é feriado no Estado de São Paulo em 9 de julho? Porque São Paulo liderou o Movimento Constitucionalista de 1932, que buscava a democracia no Brasil e uma nova Constituição. São Paulo era contra a forma como era tratado pelo governo de Getúlio Vargas, por causa da nomeação de interventores que não tinham nada a ver com o Estado.

Desde 1915, São Paulo era o Estado mais desenvolvido, com relações capitalistas, em meio a um país agrário, dominado pelo coronelismo – entre outros resquícios da Velha República. Segundo o historiador José Alfredo Vidigal Pontes, autor do livro “1932, o Brasil se revolta”, os paulistas sentiam-se hostilizados pelo governo federal. “A crise político-militar de 1932 foi um questionamento profundo do próprio caráter da república brasileira, um confronto entre a democracia, defendida pelos constitucionalistas, e o autoritarismo, praticado por Vargas e apoiado pelos tenentes”, destaca.

Ao contrário do que se pensa, não foi um movimento separatista. O radicalismo separatista estava restrito a uma minoria, reunida no PRP (Partido Republicano Paulista), que atuava na clandestinidade.

Guerra - Assim como eu e muitos paulistas, você certamente tem na família algum antepassado que participou desse movimento. E já deve ter ouvido alguma história sobre os conflitos armados e bombardeios.

No dia 23 de maio (daí vem o nome do corredor norte-sul, rá!), um confronto que resultou na morte dos jovens Mário Martins de Almeida, Euclides Bueno Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade, acirrou os ânimos. A sigla MMDC, de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, passou a denominar uma sociedade secreta contra o governo central (a sigla dá nome também a uma rua no Butantã).

A coisa piorou e, após 45 dias, as primeiras batalhas aconteceram em Passa Quatro, no Vale do Paraíba, quando tropas federais comandadas por Eurico Gaspar Dutra – ele mesmo, que seria presidente 14 anos depois – sufocaram os rebelados, e em Itararé, na divisa com o Paraná, onde tropas do Rio Grande do Sul atacaram as posições paulistas.

O Campo de Marte foi bombardeado pelo governo federal, assim como posições na cidade de Campinas e em algumas cidades na divisa do Rio de Janeiro e no sul do Estado.



Cartaz de convocação a enfermeiras.

Apesar da supremacia das forças governistas (com mais de 300 mil homens), a resistência dos constitucionalistas – um exército de 40 mil soldados paulistas – surpreendeu. O motivo para a revolução ter se prolongado até outubro foi o esforço de guerra paulista, que envolveu empresários, engenheiros, operários e os constitucionalistas.

O saldo da revolução registra mais de 600 mortos e 15 mil feridos. Mas, se São Paulo foi derrotado no que diz respeito aos embates de guerra, o mesmo não se pode afirmar sobre os desdobramentos políticos. Dentre os quais a confirmação das eleições de 1933 e a promulgação da Constituição de 1934 - para cuja redação os constitucionalistas deram contribuição importante, já que obtiveram 17 das 22 vagas da bancada paulista para a Câmara Federal Constituinte.

No Parque do Ibirapuera foi construído um obelisco em homenagem a Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), e um mausoléu, onde foram enterrados os corpos dos quatro, junto a outros heróis da guerra.


Detalhe do mausoléu (obelisco).

Caminhada – No próximo dia 9 de julho está programada uma caminhada em homenagem aos heróis de 1932 e ao Estado de São Paulo. A saída será em frente ao MASP, às 9h30. O roteiro inclui a descida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio até o Parque do Ibirapuera.

Fontes: Site da prefeitura de São Paulo e UOL Educação.

terça-feira, 17 de junho de 2008

São Paulo Veggie

O vegetarianismo é um estilo de vida. É uma escolha, um processo individual, que vem do coração. E que permite ter uma alimentação mais saudável. Uma pergunta que escuto há três anos e meio é: você come o quê? Minha paciência com isso já se esgotou, afinal, vegetarianos comem de tudo, menos carne (peixe, porco e frango são carne também, viu? hehe). Desde que me tornei veggie, passei a me alimentar melhor, descobri coisas como o alho-poró e perdi o medo de experimentar grãos e vegetais com nomes estranhos.

Não sei o número exato de vegetarianos em São Paulo. A comunidade Paulistanos Vegetarianos do Orkut, por exemplo, tem mais de 5.200 membros. Mas o número de restaurantes vegetarianos na cidade não pára de aumentar! Tem opções em praticamente todos os cantos de SP. Assim, fica fácil vencer o arroz-e-feijão-com-ovo-e-batata ou o queijo-quente da padaria! Sim, porque a vida é cruel para veggies nos restaurantes por quilo... Nunca se sabe em que põem carne ou não (já me surpreendi com pedaços de bacon ou recheios de presunto indevidos - "esse não tem carne"). Como ainda não conheço todos os restaurantes (hahaha), recomendo alguns:

- Apfel
Self-service ovo-lacto.
Rua Dom José de Barros, 99 - Centro
Rua Bela Cintra, 1.343 - Jardins

- Aspargus
Restaurante "natural", tem frango e peixe. Mas ótimas opções com soja.
Avenida Paulista, 352 - Paraíso

- Cheiro Verde
À la carte ovo-lacto.
Rua Peixoto Gomide, 1.078 (em frente ao parque Trianon)

Sanduíche Moreno, do Cheiro Verde.
Fonte: site do restaurante.



- Gopala Prasada
Indiano, show de bola.
Rua Antonio Carlos, 413 e 429 - Cerqueira César

- Nutrisom (não abre aos sábados)
Self-service ovo-lacto.
Viaduto Nove de Julho, 160 - Centro

- Pizzaria Lar Vegetariano (vegan*)
Rodízio de pizzas aos sábados, com direito a espetinho de soja.
Rua Domingos Rodrigues, 423 - Lapa

- Vegethus
Self-service totalmente vegan.
Rua Padre Machado, 51 - Vila Mariana

- Vila Manjerona
Self-service ovo-lacto.
Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 411 - Vila Olímpia



* vegan, ou vegana, é como se denomina a alimentação sem nada de origem animal - nada de leite, queijo ou ovo.





Bife de glúten à parmegiana, do Nutrisom.
Fonte: site do restaurante.


No site da Revista dos Vegetarianos tem uma lista bacana de restaurantes vegetarianos e veganos em São Paulo (e também de lojas de produtos naturais - para quem cozinha):
http://www.europanet.com.br/euro2003/index.php?cat_id=938&letra=SP#13877

Mesmo que você não seja veggie, vale a pena experimentar. :)
Saiba mais: http://www.sejavegetariano.org/


terça-feira, 10 de junho de 2008

Japan pop show

Atendendo a pedidos, hoje vamos falar da Liberdade. O bairro japonês de São Paulo, que também concentra chineses e coreanos.



Foto: João Paulo Vilela

O local tem uma tradicional feirinha, aos domingos, que atrai bastante gente. Além de fazer comprinhas (que podem incluir artigos orientais, artesanato, pufes, roupas para cachorros, bijuterias, e comidinhas, entre outros), ainda é possível ver um desfile de estilos. Pessoas de todas as idades e uma juventude antenada, parecida com aquela retratada nas revistas de moda japonesas. Sim, ainda é possível passar numa livraria que tem mangás, livros, revistas e outras diversas publicações nipônicas.


Melona - Pois é, não tem como não falar do tal sorvete de melona, o hype do último verão na cidade. Por pouco mais de 3 reais, você experimenta o sorvete cremoso, de formas quadradas e sabor inesquecível (de melão, lógico!). Casquinha do McDonalds? De jeito nenhum! Se joga no Melona!!

Tem a galeria SoHo, que lembra um pouco o finado StandCenter. Estandes/lojinhas disputam um espaço limitado, sem ventilação, em três (ou mais) andares. Muita gente, produtos de todos os tipos - roupas, games, espadas ninja, bolsas, quinquilharias mil. Sinceramente, fiquei com um pouco de receio de estar ali, não achei o local muito seguro.

E ainda tem a molecada que se reúne na entrada do metrô: moderninhos, roqueiros, uns com a bandana do Naruto, outros com os novos gorrinhos de bichinho (uma coisa meio toy art na cabeça; para menores de 16 hahaha).

Ah! Também tem os famosos karaokês da Liberdade!

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre esse bairro, com gancho nos 100 anos da imigração japonesa e tudo o mais. Mas prefiro apenas dar um teaser para que você visite a feirinha, prove um melona, solte a voz no karaokê e depois volte pra dar seu depoimento.

Leia mais na revista National Geographic: http://viajeaqui.abril.uol.com.br/ng/materias/ng_materia_279828.shtml

terça-feira, 3 de junho de 2008

Um começo e dois temas

Feliz com o convite para integrar a equipe do WTTJ, precisei resolver uma dúvida: sobre o quê escrever? São Paulo rende milhares de assuntos, tem mil caras diferentes, e eu sou mega indecisa. Geminiana, né? Pensei bastante e vou inaugurar minha participação aqui com dois temas:

1) São Caetano do Sul é aqui do lado. Nasci e ainda resido nessa província, que se localiza bem mais próxima ao centro da capital do que muitos bairros. Trabalho em SP desde 2001 (sou paulistana de coração, desde então) e sempre me deparo com a reação: "Você mora em São Caetano?? Que longe!! Nossa!! Quantas horas você leva pra chegar aqui?" Parece que esse povo nunca viu um mapa da Grande São Paulo.

O trajeto de ida ou vinda pode levar de 20 minutos a 1h30 e varia com o trânsito. Ou seja, perco o mesmo tempo no trânsito que muita gente que mora na cidade de São Paulo. E vale lembrar que as cidades do Grande ABC não possuem mercado de trabaho, dependendo da área em que você atua. E que, por isso, muita, mas muita gente faz essa viagem todo dia pra trabalhar (e nem é tão longe, hein).

Para quem não sabe, São Caetano faz divisa com a Vila Prudente e com o Ipiranga. Então, para afastar de vez preconceitos e a falta de noção, um mapinha:




Fonte: site SP Turismo


2) Ruas fedidas. Este segundo tema é uma reclamação. Eu amo SP, adoro andar a pé, observar as construções antigas, a herança arquitetônica do centro. Mas, vocês já repararam como algumas ruas (ou trechos de ruas) tem cheiro de xixi? É terrível!

Culpa dos moradores de rua? Da falta de banheiros públicos? Falta de limpeza urbana mesmo e descaso da prefeitura? Ou falta de educação de muitos homens (porque, cá pra nós, mocinhas não fazem xixi na rua) que fazem das calçadas e canteiros seu urinol? É fato que as pessoas ainda não têm consciência de que a cidade é sua casa também e merece respeito. Jogam lixo na rua e cospem (argh!), mas fazer necessidades fisiológicas?

Em tempos de patrulha a donos de cachorros para que recolham as fezes de seus animais, proponho uma nova campanha: não faça xixi na rua! É feio e estraga a cidade. Se o banheiro da sua casa está ocupado, você faz xixi no cantinho da sala? Não, né. Por favor, meninos, vamos colaborar para deixar o odor de São Paulo menos pior.