quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A Menina dos Olhos de Monteiro Lobato



Há algum tempo eu quis escrever sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo. O ano passado foi o centenário de Monteiro Lobato e na época em que adquiri a televisão um dos primeiros programas ao qual assisti foi o Sítio - remodelado, pois narizinhos, emilias e pedrinhos de minha infância cresceram e tia Nastácia e Dona Benta que conheci já estão encantadas. O fato é que a história de Monteiro Lobato é tão mágica que mudam as carinhas, os atores, os cenários, mas a magia continua lá. Intacta. E voltei, por algum tempinho daquela manhã, ao meu deslumbramento de criança com a fantasia. Mais que apenas lembrança. Outro dia, em meio as atividades que a vida adulta nos impõe, dei-me o presente de sair para uma caminhada sem rumo definido e com dois reais na carteira... Eis que Monteiro Lobato e o Sítio atravessam novamente meu caminho. A biblioteca em homenagem ao escritor fica praticamente em minha rua e despretensiosamente cheguei até ela. Nunca havia entrado, apesar de passar diariamente na frente do parque que a abriga. Desta vez entrei, quase que chamada pelo caminho. Não sei porque fiquei tão surpresa ao deparar-me com a exposição em homenagem a boneca Emília, já que estava em sua casa. O encantamento da criança voltou antes de atravessar as colunas vermelhas da entrada? Entregue à magia, usufrui os detalhes e belezas daquela montagem. Com um olhar que não consigo definir. A exposição apresenta desenhos de diversos ilustradores e mostra as diferentes formas e rostos que Emília já teve. Registrei algumas imagens com o celular e em papel improvisado colhi algumas das frases da exposição. Um texto, ao entrar na biblioteca, ressalta como é bonito ver o casamento da imagem com a palavra. Certamente, uma das magias das histórias de Lobato.

"Eu sei o que quer dizer abstrato. É tudo quando a gente não vê, nem cheira, nem ouve, nem prova, nem pega - mas sente que há. " Emília

"Aves marinhas! Vem vindo em nossa direção uma gaivota! Também estou vendo pedaços de paus e ramos de árvores flutuando - sinal de terra próxima. Mas que terra será, meu Deus?" Emília

"Oh não! Sou inimiga do tamanho. Acho que as coisas quanto mais se aperfeiçoam, menores ficam." Emília

"Chega por hoje. Quem quer aprender demais acaba aprendendo nada. Estudo é como comida, tem de ser a conta certa. Nem mais nem menos. Quem come demais tem indigestão." Dona Benta

"Se tudo na vida muda, porque as palavras não haveriam de mudar? Até eu mudo! Quantas vezes não mudei esta carinha que a senhora está vendo?" Emilia

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Biblioteca Monteiro Lobato:
Rua Gal Jardim, 485 São Paulo - SP,
CEP: 01223011 tel. (0xx) 11 3256-4122

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Voltamos!

domingo, 25 de janeiro de 2009

455 anos: Livro sobre São Paulo

Por Raquel Rolnik. Confira abaixo a Introdução:

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Quem dela se aproxima, é impactado por seu tamanho: quilômetros de avenidas, com suas casas e galpões e blocos de edifícios, uma profusão de letreiros e imagens publicitárias. O movimento das pessoas e objetos que circulam 24 horas por dia está presente em tudo, até nas telas dos painéis coloridos que projetam o mundo eletrônico sobre a geografia construída da cidade.

A serra, com seu pico do Jaraguá, é um dos poucos testemunhos contemporâneos de sua geografia original: São Paulo de vales, colinas e várzeas, à beira de um planalto coberto pela Mata Atlântica e pela umidade que vem da Serra do Mar. Em 2054, quando a cidade estiver completando 500 anos, essa paisagem terá sido transformada sucessivas vezes.

Seu ponto mais alto - o espigão da Paulista - foi escolhido pelos barões do café e capitães da indústria nascente da São Paulo no início do século 20 para sua moradia. Meio século depois, sobre ela se instalaram as torres envidraçadas dos anos do milagre econômico, levando o espigão para uma altura ainda mais elevada. Finalmente, a emissão eletrônica de sinais constrói, sobre essas torres altas, antenas iluminadas anunciando uma nova transformação.

Enquanto isso, os rios, como o Tietê e o Pinheiros, que antigamente se espalhavam por largas várzeas, transformaram-se em canais de esgoto espremidos entre vias expressas, onde carros, ônibus, caminhões, carretas e motocicletas disputam o espaço a qualquer hora do dia, noite, madrugada. Em certos pontos de suas margens se vêem, sob anúncios iluminados, barracos de madeira e tijolo com varais de roupas pendurados e anúncios de borracheiros, manicures e "vende-se geladinho"; em outros, esqueletos de construções inacabadas ou falidas, ruínas totalmente cobertas por inscrições em grafias incompreensíveis ao lado de edifícios profusamente pintados e iluminados. Mais adiante conjuntos de torres inteligentes, brilhando em aço e vidro, refletem a paisagem marcada pela crueza desses constrastes.

Com 17 milhões de habitantes, a Região Metropolitana de São Paulo é hoje uma das cidades-mundo do planeta. Isso significa que, ultrapassando seus próprios limites físicos - 900 quilômetros quadrados de área urbanizada, em 39 municípios -, a aglomeração urbana ocupa hoje uma área que vai muito além disso, atingindo pontos distantes do país, do continente, do mundo. Centro de produção, distribuição, gestão e logística de uma rede de empresas que atuam em mercados regionais e internacionais, São Paulo é também um imenso mercado, alimentado pela quantidade de pessoas que concentra: moradores, visitantes e "circulantes".

O tamanho dessa cidade e a vastidão dos territórios por ela atingidos demarcam a heterogeneidade dos circuitos e redes habitados por diversas tribos: cidade de mil povos, capital financeira, cidade conectada no mundo virtual e real das trocas, potência econômica do país, berço de movimentos sociais e lideranças políticas. No entanto, é uma cidade partida, cravada por muros visíveis e invisíveis que a esgarçam em guetos e fortalezas, sitiando-a e transformando seus espaços públicos em praças de guerra.

Entrar na cidade é estar permanentemente exposto à sua imagem contraditória de grandeza, opulência e miséria, carroça e caminhonete blindada, mansão e buraco, shopping center e barraca de camelô. Cidade fragmentada, que aparenta não ser fruto da ordem, mas sim filha do caos, da competição mais selvagem e desgovernada de projetos individuais de ascensão ou sobrevivência, do sonho de gerações sucessivas de imigrantes que vieram em busca das oportunidades distantes e da potência da grande cidade.

Em São Paulo hoje, o futuro da megacidade parece incerto: sobreviverá ao congestionamento e à poluição? Reaparecerão os empregos industriais perdidos? Voltará a reinar a paz nas ruas?
Para tentar responder a essas questões, é preciso entender como se chegou a esse ponto, reconhecendo que a cidade hoje é produto de milhões de ações individuais e coletivas das gerações que nela investiram seus projetos. Longe de ser caótico, esse processo foi diretamente influenciado por opções de política urbana, tomadas em períodos fundamentais de sua história.

É sobre esses momentos e essas decisões que vamos nos debruçar nas próximas páginas, mostrando que o que parece ser uma nau desgovernada corresponde na verdade aos sucessivos modelos de cidade e de gestão urbana construídos para administrar um lugar que em cem anos (entre 1854 e 1954, data de seu quarto centenário) passou de 30 mil para mais de 2,5 milhões de habitantes, chegando a 10 milhões nas décadas seguintes e transformando-se na principal cidade de um país marcado pela extrema concentração de renda.

O livro se organiza em ordem cronológica, iluminando em cada capítulo momentos decisivos da história da cidade, que definiram configurações presentes até os nossos dias. O percurso que vai desde a implantação da vila em seu sítio original até a construção da cidade cosmopolita, impulsionada pela máquina da cafeicultura e do Partido Republicano Paulista, será o objeto do primeiro capítulo. O segundo reconstrói a lógica política - e urbanística - da administração metropolitana, abordando o momento em que a cidade se solta dos trilhos, espalhando-se em periferias precárias. O capítulo seguinte focaliza a construção da metrópole, com suas novas pautas de escala e sua recomposição étnica e cultural. A série cronológica se completa com o quarto capítulo, que aborda os dilemas da São Paulo contemporânea. Finalmente, o capítulo 5 é um breve exercício de futurologia, apresentando como as teorias sobre a cidade contemporânea desenham cenários para a São Paulo do novo milênio.

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"Folha Explica São Paulo"
Autora: Raquel Rolnik
Editora: Publifolha
Páginas: 88
Quanto: R$ 17,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Fonte: Folha Online

455 anos: Retratos da Cidade

O muralista Eduardo Kobra reproduz uma cena paulistana da
década de 1920 em 1.000 m2 de um muro da av. 23 de Maio


Como em todo aniversário, a cidade de São Paulo recebe presentes de seus moradores para celebrar sua diversidade. Ao completar 455 anos, o mundo das artes paulistano a presenteia com exposições temáticas, que retratam a metrópole multicultural.Veja a relação de algumas que entram em cartaz a partir deste fim de semana em comemoração ao tema.
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São Paulo à lápis

Marcelo Senna mostra 15 desenhos de pontos históricos e situações peculiares da cidade. Seus desenhos retratam novos ângulos de pontos históricos e situações cotidianas da cidade de São Paulo. A inauguração aconteceu neste sábado (24). A visitação gratuita pode ser realizada até 8 de março.

Informe-se sobre o evento
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Vincenzo Scarpellini

Com curadoria de Jorge Coli, "Quaderni di Viaggio" exibe 90 desenhos realizados pelo italiano em suas andanças pelo mundo. O designer gráfico viveu por dez anos em São Paulo antes de morrer em 2006.

Informe-se sobre o evento
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Um Cartaz para São Paulo

Paulo Moretto e Alécio Rossi convidaram artistas, arquitetos e designers gráficos para representar a cidade em cartazes, sob o tema "(In)sustentabilidade Urbana". Durante o evento gratuito, o público poderá conferir 20 cartazes que retratam as mudanças de identidade visual, cultural e ambiental da capital paulista nestes 455 anos. O conteúdo da mostra foi produzido por 23 artistas e profissionais renomados da área de design

Informe-se sobre o evento
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Eduardo Kobra

Para comemorar os 455 anos da cidade, o muralista reproduz uma cena paulistana da década de 1920 em 1.000 m2 de um muro da av. 23 de Maio. A obra, que traz uma cena paulistana na década de 20, tem cerca de mil metros quadrados e está sendo produzida pelo grafiteiro paulistano Eduardo Kobra, com a colaboração de mais quatro artistas.

Av. 23 de Maio, s/ nº (sob o viaduto Tutóia), Paraíso, região sul, São Paulo, SP, tel.: 0/xx/11/3751-0930. Seg. a dom.: 24h. Abertura 25/1. Evento permanente. Grátis. Classificação etária: livre.

Fonte: Folha Online
Foto: Divulgação

455 anos: Grafite X Pixação

Grafite X Pixação - arte e protesto formam o cenário da metrópole que completa hoje 455 anos. Aqui, dois registros sobre essas manifestações urbanas.





sábado, 11 de outubro de 2008

Musica na cidade!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vilolímpia

Após três anos com passagens pelo Paraíso, Saúde e Higienópolis, voltei a trabalhar na Vila Olímpia. Mas o que faz esse bairro especial? Por que a diária de um estacionamento chega a custar 24 reais?

As casas noturnas daqui não têm a ver comigo, nem esse clima "corporativo". Mas enfim, nesse bairro estão localizadas muitas agências de comunicação e publicidade, além de muitas empresas de tecnologia.

No início do século passado, o bairro era formado por chácaras e terrenos alagados. A partir da década de 30, o cenário começou a se modificar. De lá pra cá, foram muitas construções e mudanças. Na década de 90, diversos projetos urbanísticos melhoraram o acesso à Vila Olímpia (como as avenidas Nova Faria Lima e Hélio Pellegrino) e alavancaram o "boom", que trouxe casas noturnas, bares e muitas empresas.



Foto de RRC (veja link abaixo*)

Atualmente, segundo o site www.bairrovilaolimpia.com.br, mais de 120 mil pessoas circulam pelo bairro, tanto nas áreas comerciais, como nas residenciais e culturais.

Com a instalação de edifícios inteligentes, muitas empresas de tecnologia e internet (Google, e Yahoo, por exemplo) se mudaram para a Vila Olímpia, que ganhou até o apelido de Vale do Silício brasileiro - ou melhor, Vila do Silício. Não podemos esquecer que a Daslu, mega loja chique e polêmica, também fica aqui.

Tanto progresso atraiu muito trânsito para a região (alguns trechos ainda estão em obras) e, principalmente, lotou os estacionamentos. Senti na pele a dificuldade de achar vaga para mensalista. É por isso que sai tão caro deixar o carro num estacionamento por aqui. Alguns cobram 10 reais por hora, para frequentadores de restaurantes.

*Obs.: muita gente ama fotografar SP. O link a seguir tem imagens bem legais de diversos pontos da cidade (como a que ilustra este post):
www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=422331

domingo, 17 de agosto de 2008

Fora da civilização

A estrada é rodeada por uma parte preservada de Floresta Atlântica. O sol é encoberto pelas árvores e desponta em raios através da folhagem. É possível ver esquilos, escutar macacos, aves variadas. O som é dos bichos, do vento e das árvores. A vista que se tem é de montanhas encobertas pela mata. Só bem distante, ao fundo, se vê luzes de uma cidade. A dita civilização fica longe desse paraíso natural, apesar de estar bem ao lado. Se acharem que não estou falando de São Paulo desta vez, estão muito enganados. Esse universo fica bem próximo, ao norte da capital paulista, e chama-se Serra da Cantareira.

A maior floresta urbana nativa do mundo abriga o Parque Estadual da Serra da Cantareira, com oito mil alqueires - o equivalente a oito mil campos de futebol. Existem três núcleos abertos para visitação. O Núcleo Pedra Grande - o primeiro aberto ao público (1989) com três trilhas: das Figueiras - com 1.200m de percurso variando de suave à íngreme, da Bica - com 1.500 m de percurso suave e Trilha da Pedra Grande - com 9.500 metros. O local possui ainda, diversos condomínios de alto padrão. A Serra é procurada por quem quer ficar longe do agito de São Paulo sem tirar totalmente o pé da correria paulistana. Opção de lazer também não falta. Bares e restaurantes convivem harmoniosamente com a diversidade natural.

Entre os locais mais tradicionais, que se tornam passagem obrigatória para os visitantes, paulistanos ou não, está o Velhão. Imponente e fascinante. Misterioso. São estas as primeiras impressões diante do conjunto arquitetônico que se ergue no nº 3000 da estrada de Santa Inês, no coração da Serra da Cantareira. Cercadas de verde, as construções são todas em material de demolição reciclado, num estilo que quase lembra cidadelas européias. Quase, porque há sempre um detalhe insólito. O Velhão surpreende pela beleza e também por sua história. Ali, Moacyr Archanjo dos Santos construiu seu sonho, iniciado em 1980.

O lugar começou com uma construção e venda de materiais de demolição. Hoje é o resultado da superação de muitos obstáculos, de uma boa dose de sacrifício, mas, sobretudo, de muito trabalho inspirado por Moacyr. O desbravador morreu em julho de 2000. No entanto, seu espírito permanece e tem, particularmente, na companheira Iracema e no filho Ubiratã, o Bira, seus principais continuadores.

Ao entrar no espaço, cercado por muros altos de tijolos, se encontra logo de cara um simpático café rústico, com uma escada em caracol. O lugar é inteiro inusitado, cheio de estátuas, chão de pedra e diversas lojinhas espalhadas pelo pátio que vendem desde antiguidades e artigos orientais, até roupas, jóias e artefatos de decoração. Depois das compras, é possível beber um chope e comer uma pizza ou experimentar uma canelinha - bebida de vodca envelhecida com canela, produzida na região – enquanto se joga sinuca. Passagem obrigatória é ainda o Restaurante As Véia, que ocupa um grande espaço nas dependências do Velhão. Ali, nada é comum: a construção do fogão à lenha, uma profusão de vasilhas de barro e panelões. Dá para comer de um tudo.

Próximo dali, no km 11 da Estrada Santa Inês, mais diversão: uma casa noturna. O clube Cally, famoso nos anos 90 por ser point de gente ilustre, voltou a funcionar na primeira quinzena de junho deste ano. A casa tem capacidade para 1.500 pessoas. Com 2.800 metros de terreno e 740 m2 de área construída, o Cally aposta em uma decoração sofisticada e na música eletrônica para voltar a ter a casa cheia. A antiga decoração inspirada em motivos mexicanos dá lugar a tendências européias com motivos espanhóis, no estilo de Antoni Gaudí, projetada por três artistas plásticos. A área externa tem uma tenda retrátil, onde fica uma das pistas de dança, que faz divisa com a reserva florestal.

Outro point, desta vez dos aventureiros, é o Bar do Pedrão - no km 6 da Estrada das Roseiras. O local criou fama na década de 80, quando começaram a chegar os trilheiros vindos de toda parte de São Paulo. O bar do Pedrão se transformou em plataforma de embarque e de "pouso" para os aventureiros da terra. Ponto de encontro invariável nas tardes de sábado e domingo. Hoje, dotado de infra-estrutura adequada para receber os clientes, o antigo armazém do “seu” Pedrão é um local sem frescuras e é aí que está o seu charme. Já faz parte da paisagem e da história da Serra da Cantareira.

Quiosques, chão de terra batida, muito verde em volta: é assim o Bar do Pedrão. O serviço é quase caseiro. Além dos quiosques, o Bar do Pedrão possui dois salões com lareira. Simples e aconchegantes. É um lugar de muitas faces: durante o dia, trilheiros; à noite, até por volta das 22 horas, famílias se reúnem para uma cerveja. Depois das onze, lota. E tem música ao vivo, em particular rock, reagge e pop, tudo dentro dos limites de som que as características da Serra exigem. No cardápio, pizza, calzonne, petiscos. Opções para quem quer jantar, ou só para ficar nos aperitivos. O Pedrão tem estacionamento próprio e os herdeiros do seu Pedro, que agora tocam o lugar, garantem: quem não é de bem não encontra espaço ali.

Saiba mais:
site do Velhão
site do Bar do Pedrão

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Feirinha no shopping

O Shopping Center 3 foi construído na Avenida Paulista, no local onde ficava o prédio da CESP, que pegou fogo em 1988. Hoje, o forte do shopping são as sete salas de cinema Playarte (Cine Bristol). Mas o lugar tem diversas lojas (mais de 90), duas praças de alimentação e até um Starbucks.

Aos domingos, uma feirinha agita o shopping, a "Como assim?".


Foto: site do Shopping Center 3


Tem de tudo: antiguidades, roupas, acessórios, artesanato, artigos para decoração, bolsas incríveis, camisetas legais, etc. Conheci a feira por acaso e me surpreendi com tantas coisas interessantes à venda.


Pra quem ama SP: estampas de camisetas da Sampa In Stampa, à venda na "Como assim?".

Vale a pena conhecer (leve dinheiro!). Com mais de 120 expositores, a feira pode ser visitada das 10 às 22 horas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Evento para quem gosta de Bicho!

No próximo domingo (17) será realizado o segundo PET SHOW. O evento realizado pela CPTM tem como um dos principais objetivos promover a posse responsável de animais.

Além do desfile de cães dentro da Estação da Luz, será realizada uma cãominhada no Parque da Luz , vacinação gratuita contra a raiva em cães e gatos, performances com os cães da GCM e lançamento do filme Snow Buddies da Walt Disney.

A Secretaria Muncipal da Saúde/CCZ promoverá o início do projeto"Adote um amigo no Parque", uma feira de adoção itinerante nos parques municipais.

O evento é gratuito é acontecerá no próximo domingo, dia 17 de agosto.

terça-feira, 15 de julho de 2008

São Paulo Rock City

Já que estamos falando de música: São Paulo é a cidade do rock no Brasil. Talvez por ser a maior capital do país, a mais moderna, mais internacional, a mais frenética. São Paulo é destino certo para as bandas que vêm do exterior.

Além disso, todos os dias (sim, de segunda a domingo) é possível ver o show de alguma banda. Seja banda grande ou do circuito underground, São Paulo tem opções em todas as vertentes do rock. Em alguns bares tem show quase diariamente, de bandas de estilos diversos (som próprio, cover, punk, folk, progressivo, metal, alternativo, garage, entre outros): Funhouse, CB Bar, Inferno, Outs, Ladyhell, Astronete, Manifesto, Blackmore, Café Aurora, Café Piu Piu (é sério!), The Wall, Stones Pub, Kazebre. A lista é extensa, bem maior que essa, pode acreditar.

E como não falar da Galeria do Rock, no Centro? Atual reduto de emos, já foi a meca dos roqueiros da cidade. Muitas lojas de discos, DVDs, roupas, bonecos (é, tem uma loja incrível com bonecos sensacionais, de estrelas do rock a personagens de desenhos e filmes), tênis, melissas, acessórios mil para as meninas (bolsas, pulseiras, buttons, cintos, brincos) e para os meninos também. Também tem estúdios de tatuagem, lojas de skate e muita camiseta preta.


O prédio da galeria do roque (ou Shopping Center Grandes Galerias) foi construiído na década de 60.
Foto: Eli Hayasaka

Outro lugar bastante frequentado por músicos é a Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, onde existem cerca de 30 lojas de instrumentos musicais e acessórios. Sem contar o número de estúdios para ensaio e gravação espalhados pela metrópole...

São Paulo tem espaço pra apreciadores de todos os tipos de música, é fato. Mas a cidade é rocker.

Galeria do Rock: Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Próximo ao Metrô República

segunda-feira, 14 de julho de 2008

São Paulo Som

..na Ipiranga com a São João, da terra da garoa, é sempre lindo andar..
..Santidade urbana, São Paulo é meu sertão..


Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Adoniran Barbosa, Inocentes, Itamar Assumpção e até Morcheeba. Esses são apenas alguns dos nomes da música que já cantaram São Paulo em suas letras. Sim, a banda inglesa Morcheeba tem em seu repertório uma música dedicada à metrópole paulistana. A cidade passou pela voz de muitos outros, como Tom Zé, com A Briga do Itália e do Hilton e São, São Paulo; Jackson do Pandeiro, com Nortista Quatrocentão; Engenheiros do Hawaii, com Sampa no Walkman; os Demônios da Garoa, com Isto é São Paulo - já lembrada em postagem anterior - entre tantos daqui e de outros cantos do País e do planeta. Imortalizada em Sampa, de Caetano Veloso, São Paulo dá samba, chorinho, rock, jazz... Sem esquecer, é claro, de Santa Rita de Sampa Lee, madrinha da cidade, que sempre está por aí cantando a paulicéia. Por essas e por outras é que na Ipiranga com a São João, da terra da garoa, é sempre lindo andar. Santidade urbana, São Paulo é meu sertão.





Set list:

Te Amo São Paulo – Tom Jobim
Dobrado de Amor a São Paulo – Vinícius de Moraes
No Morro da Casa Verde – Adoniran Barbosa
São Paulo – Inocentes
Venha até São Paulo – Itamar Assumpção
São Paulo – Morcheeba
A Briga do Itália e do Hilton – Tom Zé
São, São Paulo – Tom Zé
Nortista Quatrocentão – Jackson do Pandeiro
Sampa no Walkman – Engenheiros do Hawaii
Isto é São Paulo - Demônios da Garoa
Sampa – Caetano Veloso
As mina de Sampa – Rita Lee
São Paulo da Garoa – Tonico eTinoco
São Paulo, São Paulo – Premeditando o Breque
São Paulo SP – Fernanda Abreu
Aprendiz de Feiticeiro – Itamar Assumpção

domingo, 13 de julho de 2008

Espetáculos imperdíveis em SP

Os Possessos
Baseado na obra de Dostoievski
Inspirado na versão de Albert Camus

Com adaptação, dramaturgia e direção de Antonio Abujamra, cenários e figurinos de Cyro Del Nero, luz de Wagner Freire, preparação corporal de Mariana Muniz, música de Marcello Amalfi, produção de João Roberto Simões, a peça Os Possessos, baseado no romance Os Demônios, de Dostoiévski, é uma das melhores peças que assisti nos últimos tempos.

A direção precisa de Abujamra, a dedicação de todo o elenco formado por 29 atores, além de profissionais nas áreas de direção, produção, cenografia, iluminação e música, em um total de 55 bolsistas de várias regiões do Brasil, resultou em um belíssimo espetáculo cujo texto se passa na Rússia do século 19 e trata da miséria e da injustiça que fomenta uma classe de homens insatisfeitos com o regime a tomar o poder e instaurar, mesmo através do terror, um novo modelo de governo, prenúncio de uma revolução que aconteceu de fato na Rússia, em 1917.

As mazelas humanas, suas taras e sede pelo poder vêm à tona de forma irônica e cruel, ilustrando uma realidade que infelizmente não se perdeu nos séculos passados, mas antes, atordoam-nos a cada noticiário.

Local: Sala Guiomar Novaes
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos
São Paulo (SP)Telefone: (11) 3662-5177Capacidade: 140 lugares
Entrada Franca
Censura: livre
Temporada: às quintas, sextas e sábados, às 20h, e domingo, às 18h, até final de agosto.

Fonte: site da Funarte
http://www.funarte.gov.br/novafunarte/funarte/noticia.csp?NoticiaId=689&CSPCHD=000100020001419flefo002370695178

Trilogia Travessia - Três Passos em Direção ao Butô
Grupo Teatro Ritual
Elenco: Nando Rocha e Pablo Angelino
Quartas, 21h : A Partida
Quintas, 21h : De Tão Longe Venho
Temporada: 9 a 31 de julho.
Teatro Coletivo Fábrica- endereço abaixo

O Teatro Ritual é um grupo de pesquisa da Arte de Ator que vem estudando e praticando diversas linguagens cênicas como a mímica, o palhaço (clown), a commedia del’arte, as danças populares brasileiras, a dança butoh japonesa e o teatro físico de maneira ampla. (informações presentes no site: http://www.teatroritual.com.br/) Vindos de Goiânia para curta temporada em São Paulo, ainda promoveram a oficina " Corpo Ritual" da qual tive o prazer em participar, comprovando o talento dos adoráveis integrantes e a seriedade da pesquisa.
Imperdível prestigiar o trabalho desse grupo goiano!

Hagoromo, o Manto de Plumas
Coreografia e interpretação: Emilie Sugai
Direção: Fabio Mazzoni
Sábados, 21hs30 e Domingos, 20h.
Temporada: 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de julho.

Hagoromo, O Manto de Plumas
No mesmo teatro que a Travessia, Harogomo é um espetáculo que desafia nosso olhar ocidental a se acostumar com a pouca luz, com o tempo dos acontecimentos da história, só para nos deslumbrar com a beleza da encenação, com a qualidade da interpretação de Emilie e a poesia que invade nossa alma ao nos entregarmos à penumbra que conduz certamente a outra dimensão!

Endereço: Teatro Coletivo Fábrica
Rua da Consolação, 1623Consolação - Centro - 3255-5922
Estacionamento: para frequentadores do Teatro: R$ 10,00 (carimbar na bilheteria)
R. Pedro Taques, 54
Site:http://www.fabricasaopaulo.com.br/

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O Rio de Janeiro invade a cidade!



No último dia 7, o prédio da Oca, no parque do Ibirapuera abriu suas portas para a exposição “Bossa na Oca” a fim de contar a história da Bossa Nova, gênero musical que completa 50 anos.

A direção do evento está sob comando do cineasta Carlos Nader e de Marcello Dantas, responsável pela concepção artística do Museu da Língua Portuguesa.


Na exposição, o público poderá interagir com muitos dos recursos tecnológicos de última geração, como jukeboxes com canções da época movidas a sensores e até uma câmara anecóica (sem eco), construída no centro do museu, em que se ouve o próprio coração.

A praia de Copacabana, onde tudo começou, é reproduzida no subsolo da Oca, e se modifica ao longo do dia com efeitos de iluminação. Ao final do percurso, artistas fundamentais do movimento, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão, entre outros, são vistos em uma apresentação virtual feita com ajuda de uma tecnologia conhecida como Eyeliner, semelhante à utilizada pela banda Gorillaz.

O material em vídeo da exposição conta com 10 curtas-metragens e o documentário "Clarão", de Carlos Nader.

O evento no parque do Ibirapuera conta também com apresentações de Roberto Carlos com Caetano Veloso em homenagem a Tom Jobim, de João Gilberto e de jovens artistas que celebram João Donato.


"BOSSA NA OCA"
Quando: 8/7 a 7/9 (de ter a dom, das 10h às 21h)
Onde: pavilhão Engenheiro Lucas Nogueira (OCA) - Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 03, São Paulo - SP)
Quanto: R$ 20 (entrada gratuita às terças-feiras)
Mais informações: 4003-2050

Fonte: Uol e G1

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Memórias de uma grande cidade



Para desligar o som clique no megafone que aparece acima do lado esquerdo do slide.

terça-feira, 8 de julho de 2008

O parque da Paulista

O Parque Tenente Siqueira Campos, vulgo Trianon, foi inaugurado em abril de 1892, um ano depois da inauguração da Avenida Paulista. Projetado dentro do contexto de urbanização da época, influenciado pelo romantismo europeu, o parque adquiriu características de um jardim inglês, mesmo com toda a vegetação tropical.

O nome Trianon foi herdado de um clube homônimo (que se localizava onde hoje está o MASP), em que eram realizados bailes e eventos culturais da alta socieade.

Eu adoro esse parque. Imagine, no meio da maior avenida de São Paulo, um local bastante arborizado, calmo, cheio de pássaros, onde é possível relaxar? Pois é. E não paga pra entrar. Tudo bem que aquele trecho da Paulista está complicado por causa das reformas, mas vale o passeio sim.

Única reserva remanescente da Mata Atlântica da região, o parque possui espécies nativas e exóticas, além de árvores de grande porte, como cedro, sapopemba, jequitibá, jatobá e pau-brasil.



A casinha antiga é um dos sanitários.


Outros atrativos do parque incluem uma estátua do Fauno, de Victor Brecheret, o busto de Joaquim Eugênio de Lima, a estátua da Aretusa, de Francisco Leopoldo Silva, fontes, playgrounds pras crianças e viveiro de pássaros. Aberto diariamente, das 6 às 18 horas, conta com banheiros e uma base da Guarda Civil Metropolitana. E ainda tem uma passarela sobre a Alameda Santos.



Por dentro do parque, é possível atravessar a Alameda Santos.

Com muito verde, perfeito pra fugir da loucura da cidade, o Parque do Trianon é parada obrigatória.

sábado, 5 de julho de 2008

Padoca madrugada adentro!

A Bella dos Jardins

Padaria em São Paulo virou point da madrugada do paulistano baladeiro! Por conta disso, pipocam mais e mais pela cidade as padocas 24h. A febre começou há alguns anos. Lembro-me quando conheci a Bella Paulista, na região dos Jardins, em 2003. Uma das precursoras do gênero padoca, lanchonete, restaurante, buffet de sopas, loja de conveniência com gente descolada a qualquer hora do dia – e principalmente da noite. Os sanduíches são irresistíveis e extremamente fartos. Quem agüentar, na sobremesa ainda pode pedir o waffle, outra delícia que já virou tradição na casa. Só não se assuste com o tamanho do doce quando o garçom aparecer ao seu lado com o prato!

Rua Haddock Lobo, 354 – Cerqueira César – SP
Telefone/delivery: (11) 3214-3347 ou 3214-4520
http://www.bellapaulistaonline.com.br/


A arte da panificação

Outra já carimbada no roteiro dos baladeiros de plantão é a Galeria dos Pães. Em um espaço um tanto apertadinho, a turma das madrugadas se reveza para comer um dos pães de queijo mais badalados da cidade. Recheado com catupiry de verdade, o pão de queijo da Galeria dos Pães, também na região dos Jardins, é bem robusto para matar aquela fominha depois de uma pista de dança. Nem sempre, porém, ele está quentinho... Outro espaço, na parte superior da casa, oferece refeições completas. O restante da loja, bastante grande, é reservado para as mercadorias. Cada gôndola revela-se uma tentação e se perder nos corredores dos produtos é fácil. O difícil, depois de entrar lá, é ficar só no pão de queijo e não sair com as mãos carregadas de guloseimas.

Rua Estados Unidos 1645 – Jardim América – SP
Telefone: (11) 3064-5900
http://www.galeriadospaes.com.br/


De grão em grão

A Vila Madalena, região de intensa atividade noturna por conta de seus infindáveis bares, não poderia ficar fora do esquema balada + padoca = madrugada. O Villa Grano veio ocupar esse espaço. No mesmo contexto das anteriores, o Villa Grano também oferece um monte de iguarias gastronômicas nos corredores da padoca. O espaço da lanchonete é aconchegante, fazendo com que a estada no local dure mais que um café. O movimento na madrugada é intenso e o lugar tem estacionamento próprio e gratuito, um grande diferencial para quem quer fazer uma parada nas altas horas da noite em SP.


Rua Wisard, 500 – Vila Madalena – SP
Telefone/delivery: (11)3817-4695 ou 3031-6636
http://www.villagrano.com.br/


Tradição portuguesa

O Dona Deôla, na região de Higienópolis, também mantém uma fiel clientela madrugada adentro. Seu caminho para casa não passa por lá? Não tem problema. A padoca têm mais três unidades. A primeira a ser aberta fica na Avenida Pompéia. As outras duas estão no Alto da Lapa e na Granja Vianna. A família portuguesa se esmera nos quitutes e lanches também nas madrugadas. Mais com cara de padoca do que as outras, o bacana é comer o lanche no balcão bebendo um Mocca de Macadâmia depois de se acabar em alguma pista de dança da Paulicéia.




Rua Conselheiro Brotero, 1422 – Higienópolis - SP
Telefone: (11) 3826-4648
http://www.donadeola.com.br/

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Campanhas de saúde na cidade














No mês de agosto serão realizadas três campanhas de vacinação na cidade de São Paulo.




É o mês da prevenção. As campanhas de saúde mobilizam milhares de profissionais de saúde todos os anos. As campanhas de vacinação são importantes para formar um bloqueio de transmissão das doenças e a única forma eficaz de prevenção.


DATAS DAS CAMPANHAS:

No dia 11 a 24 de agosto será campanha de vacinação contra a raiva de cães e gatos.
No dia 09 será a vez da campanha contra a Poliomielite 2a fase e no período de 09 de Agosto a 12 de Setembro, a Campanha de Vacinação para Eliminação da Rubéola.

CAMPANHA CONTRA A RUBÉOLA
O objetivo é vacinar homens e mulheres de 20 a 39 anos, que também receberão a vacina contra o sarampo.
Causada por um vírus, a rubéola é uma doença altamente contagiosa, acometendo crianças e adultos suscetíveis, e se manifesta pela presença de febre e manchas vermelhas pelo corpo. O quadro grave é quando a infecção ocorre na gravidez, o que provoca sérias complicações como aborto, natimorto, infecção crônica do feto e malformações congênitas. Pode causar, principalmente, surdez na criança.

De acordo com o Ministério da Saúde, esta é a maior campanha de vacinação a ser realizada no mundo. A previsão é imunizar cerca de 70 milhões de brasileiros de 20 a 39 anos. Só na cidade de São Paulo, a meta é vacinar cerca de 4 milhões de pessoas.
Para eliminarmos a doença do nosso país, é preciso uma grande mobilização de todos os setores da sociedade.





Todos devem participar, mesmo os que já tomaram a vacina. As campanhas de vacinação são gratuitas e as informações sobre postos volantes e fixos na cidade de São Paulo serão divulgadas no período próximo as campanhas pela Central 156.

Melhor prevenir do que remediar. Essa máxima popular demorou para ser assimilada pela saúde pública brasileira. Mas, atualmente, o Brasil é referência em campanhas de prevenção, exportando o modelo para outros países.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Candidatos à prefeitura de São Paulo: reflexões após um post


Nesses últimos dois dias, desde que li o post “Moradores de Rua” escrito pela Leticia, concordei com o fato de que “esta é uma discussão que não tem fim” e passei a pensar impacientemente na questão: “O que fazer para mudar o destino de tantas pessoas, que, sem querer ser assistencialista, precisam de ajuda?”.
O direito de voto está entre as ferramentas de solução, e como neste ano de 2008 teremos Eleições Municipais, acreditei ser coerente trazer ao blog alguns trechos de entrevistas (e também os links das matérias na íntegra) feitas pela Veja São Paulo com os principais candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo.
Faltam quatro meses para a Eleição. Para escolher um candidato é preciso conhecer quais são suas propostas e planos de ação, só assim podemos eleger aquele que está de acordo com os nossos anseios e apto para nos representar em órgãos de poder.


Marta Suplicy: "Sou ousada, criativa e inovadora"

Veja São Paulo – Por que a senhora quer voltar a ser prefeita?
Marta Suplicy – São Paulo precisa de uma nova atitude. Vejo minha cidade numa situação caótica no trânsito, com uma administração que não ousou o suficiente para atender a suas demandas. Creio ter as condições de dar respostas aos problemas gravíssimos enfrentados pelos paulistanos. Politicamente, tenho mais acesso ao governo federal, por ser do time do presidente.

Veja São Paulo – Qual é o principal problema da cidade hoje e como pretende enfrentá-lo?
Marta – Sem querer ignorar a situação difícil na saúde e na educação, diria que é o trânsito. O que pretendo fazer? Recuperar a capacidade de gestão da CET e ampliar o bilhete único, que pode ganhar duração semanal, mensal ou até anual. A longo prazo, construir mais corredores de ônibus e linhas de metrô. Para a Copa do Mundo de 2014, precisaremos de mais 260 quilômetros de corredores e 65 de metrô.

Veja São Paulo – A senhora se compromete a não aumentar impostos como o IPTU ou a não criar outras taxas?
Marta – Vou diminuir as taxas. Já mandei um grupo estudar formas de reduzir a tributação para o cidadão paulistano. Não sei ainda que imposto será usado. A cidade vive outro momento, gente! Quando comecei minha gestão, São Paulo tinha dívidas gigantescas. A receita de que dispunha era metade da atual.

Veja São Paulo – Que projeto ou obra seria a marca de um novo governo seu?
Marta – Ainda é cedo para dizer. Estou começando a me debruçar nos problemas da cidade. Mas certamente será marcante a recuperação do transporte. E também a inclusão social. Enquanto o sistema público não consegue tirar uma criança da favela, que seja capaz de tirar a favela de dentro dela com uma escola que ofereça oportunidades. Vou investir em um centro para alavancar a formação dos nossos professores. E conseguir que os alunos fiquem mais tempo na escola, o que é um desafio gigantesco em São Paulo, em razão da quantidade de crianças. Como psicóloga e psicanalista, quero manter um olhar especial sobre as creches. Criança bem-cuidada nos primeiros anos de vida é a que vai ter oportunidades.

Veja São Paulo – O que São Paulo tem de melhor?
Marta – O povo.

Veja São Paulo – E o que tem de pior?
Marta – O trânsito.

Íntegra da entrevista com a candidata Marta Suplicy: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2064/m0161405.html



Gilberto Kassab: "Quero ver meus projetos concluídos"


Veja São Paulo – Por que o senhor quer continuar sendo prefeito?
Kassab – Como qualquer ser humano, quero ver meus projetos concluídos. Não tenho pretensão de resolver todos os problemas de São Paulo em oito anos, mas poderemos alcançar nossas principais metas.

Veja São Paulo – Qual é o principal problema da cidade hoje e como pretende enfrentá-lo?
Kassab – São dois: ensino e saúde. Tivemos avanços notáveis, mas nossa missão não está concluída. Até o fim da gestão, construiremos 217 escolas. Com isso poderemos implantar aulas em período integral. Construímos 110 AMAs (unidades de Assistência Médica Ambulatorial) e dois hospitais. Em ambas as áreas, criamos um plano de cargos e salários para resgatar a valorização do servidor. Nosso objetivo é que a classe mais desfavorecida tenha acesso às mesmas condições que a classe alta.

Veja São Paulo – O senhor se compromete a não aumentar impostos como o IPTU ou criar novas taxas?
Kassab – Não só me comprometo. Quero registrar que minha administração foi a única a diminuir impostos no Brasil. Eliminamos, por exemplo, a taxa do lixo, que arrecadaria mais de 300 milhões de reais por ano.

Veja São Paulo – Que projeto ou obra seria a marca de um novo governo seu?
Kassab – Tenho certeza absoluta de que as pessoas se lembrarão das condições em que vamos deixar nossos sistemas de educação e saúde.

Veja São Paulo – O que São Paulo tem de melhor?
Kassab – Sua gente.

Veja São Paulo – E o que tem de pior?
Kassab – Por ser uma das maiores cidades do mundo, uma série de circunstâncias muito tristes. Imagine a situação de uma família que não consegue educar seu filho.

Íntegra da entrevista com o candidato Gilberto Kassab: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2065/m0161988.html



Geraldo Alckmin: "Pretendo fazer uma acupuntura urbana"


Veja São Paulo – Kassab tem sido um bom prefeito?
Alckmin – Ocorreram avanços importantes. Citaria a Lei Cidade Limpa, que foi positiva.

Veja São Paulo – Por que então o senhor quer o lugar dele?
Alckmin – Vejo que é uma corrida de revezamento. Cada um cumpre uma etapa, e estou animado para a próxima. Quero ser prefeito para trabalhar pelas pessoas.

Veja São Paulo – Qual é o principal problema da cidade hoje?
Alckmin – São vários. Um deles, como em toda megacidade, é a mobilidade. Não se vai resolver o problema do transporte com investimento somente nessa área. É preciso planejamento. Compatibilizar moradia, emprego, estudo e lazer em subcentros na cidade.

Veja São Paulo – O senhor se compromete a não aumentar impostos como o IPTU ou criar novas taxas?
Alckmin – Assumo o compromisso. Aliás, fiz isso como governador. Reduzi o ICMS para mais de 200 produtos e serviços. A alíquota do álcool, por exemplo, caiu de 25% para 12%.

Veja São Paulo – Como diminuir a desigualdade social em São Paulo?
Alckmin – Vou dar um exemplo, que é a saúde. Existe má distribuição dos leitos hospitalares, concentrados na região da Avenida Paulista. E há regiões enormes, como Parelheiros e Grajaú, com quase 300 000 pessoas, sem uma cama sequer. Como governador, construímos hospitais em Sapopemba, Vila Prudente, Grajaú e Pirajussara. É preciso apostar nessa descentralização e na geração de empregos, com investimento público e privado. Ajudaria também na questão do trânsito.

Veja São Paulo – O que São Paulo tem de melhor?
Alckmin – Esse povo caloroso.

Veja São Paulo – E o que tem de pior?
Alckmin – O trânsito e a segurança.

Íntegra da entrevista com o candidato Geraldo Alckmin: http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2066/m0162390.html

Fonte e Fotos: Veja São Paulo

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Quem vai de metrô anda mais rápido

Estação Jardim São Paulo

Desde que voltei a trabalhar, alguns hábitos se incorporaram ao meu cotidiano. Um deles é o metrô, no qual permaneço por cerca de trinta minutos para percorrer o trecho entre as estações Jardim São Paulo e Sta Cruz todos os dias. Eu sou apenas uma. Uma entre as mais de dois milhões de pessoas que circulam pelo metrô de São Paulo diariamente. São cinco linhas - identificadas pelas cores azul, verde, vermelha, amarela e lilás - que cortam a cidade de leste a oeste e de norte a sul.

Mapa da Rede

Construir o Metrô da metrópole, na década de 60, foi um pouco como construir uma estrada enquanto se caminhava. Tudo era novo, não havia experiência passada. O então presidente do Metrô, o jovem engenheiro Plínio Assmann, declarava que nunca havia visto um metrô, mas que aceitava o desafio em nome de uma geração de profissionais. E foram estes profissionais, com os olhos voltados para o mundo que, com um diploma numa mão e um passaporte na outra, absorviam avidamente as tecnologias de ponta, que estavam transformando a engenharia de sistemas.

Entre tantas questões que se colocaram diante desta equipe de metroviários pioneiros, era preciso tomar decisões quanto aos problemas decorrentes da importação de know-how estrangeiro. Entre adquirir pacotes fechados delegando a fabricação e a montagem dos equipamentos e sistemas aos fornecedores e assumir o controle do processo, procurando absorver as tecnologias em implantação, foi escolhida a segunda opção.

Assim, empresas nacionais foram estimuladas a investir em tecnologia. A Villares, por exemplo, desenvolveu uma escada rolante veloz, que não existia no Brasil. Por outro lado, todas as empresas estrangeiras fornecedoras do Metrô obrigavam-se a transferir seu conhecimento, capacitando engenheiros e a indústria nacional a continuarem produzindo e mantendo todos os requisitos de qualidade. Reconhecidas instituições de pesquisa, como a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), a FDTE (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia), a POLI (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) passaram a participar do projeto, aprimorando e adaptando o know-how estrangeiro às necessidades brasileiras. Graças a esta filosofia, a Linha 1-Azul obteve um índice de nacionalização próximo dos 70%, enquanto na Linha 3-Vermelha esta cifra subiu para 95%.

História

A escolha do traçado, ligando os dois bairros afastados, Santana e Jabaquara, cortando a área central da cidade, foi devido a inexistência de alternativas de transporte coletivo ferroviário para os moradores e à preocupação de descongestionar o trânsito já caótico do centro de São Paulo.
Foi esta linha, a azul, que marcou o nascimento do Metrô de São Paulo e foi nela que se concentraram as disputas que exigiram as opções tecnológicas que iriam fazer do metrô paulistano um dos mais velozes e modernos do mundo.

Para o prefeito Faria Lima, eleito em meados da década de 60, a implantação do sistema metroviário era uma das principais metas do seu governo. Para iniciar os estudos, foi criado, em 1966, o GEM - Grupo Executivo Metropolitano, antecessor do Metrô de São Paulo, que surgiria a 24 de abril de 1968.

A década de 70 caracteriza-se por profundas revoluções na tecnologia dos metrôs (carros em aço inoxidável, sistema automático de controle e sinalização dos trens, terceiro trilho biometálico, tração elétrica dos carros, eletrônica de potência). Por outro lado, o projeto inicial da HMD não considerava o metrô como estruturador do transporte na cidade e não integrava as várias modalidades de transporte.

No dia 14 de setembro de 1974, teve início a operação comercial do metrô. O trecho percorrido foi Jabaquara-Vila Mariana. No dia 26 de setembro de 1975, a operação comercial foi estendida para toda a Linha 1-Azul, de Santana a Jabaquara.

Estava pronta a primeira linha de metrô paulistana, com 16,7 km de extensão e 20 estações. Transporte de alta capacidade, rápido e seguro, o Metrô começava a cumprir seu papel: melhorar a qualidade de vida do morador de São Paulo, poupando o seu tempo gasto com locomoção para que ele pudesse dedicar mais espaço ao lazer, ao trabalho e à vida pessoal.

Em 1998, foi entregue à população a Extensão Norte, que adicionou à Linha 1-Azul mais 3,5 km de vias e 3 novas estações: Jardim São Paulo, Parada Inglesa e Tucuruvi. A partir de então, com seus 20,2 km de extensão, a Linha 1-Azul é utilizada por 325 milhões de passageiros/ano, passageiros que incorporaram à sua rotina as idas e vindas pelos subterrâneos do Metrô e que hoje não saberiam viver sem ele.

Expansão

Um plano de expansão, que teve início em 2007 e prevê o término em 2010, desenha um percurso ainda mais abrangente para o metrô. A modernização das linhas ferroviárias, assegurando qualidade de metrô para toda a rede sobre trilho e mais de 100 km de novas linhas e serviços metro-ferroviários, além de corredores de ônibus, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista e Campinas compõem a proposta. Mais de 100 novos trens serão incorporados à operação do Metrô e da CPTM.

Principal alternativa

Nesta minha trajetória diária, meu conceito sobre a importância desse e dos demais transportes públicos tem sido reiterada. Acredito que muito ainda deva ser feito. Mas o metrô deveria ser uma opção mais freqüente para o paulistano, estafado pelo trânsito caótico, mas que se recusa a deixar o carro na garagem. Ter automóvel em São Paulo é sinônimo de status, de ascensão social. Porém, cada vez mais, o trânsito da cidade pede ar, espaço e calma. O Metrô deve, e merece, ser a alternativa adotada pelo paulistano para desafogar a metrópole dos 3,5 milhões de carros que circulam diariamente em suas ruas.


Fonte fotos e informações - SITE DO METRÔ DE SP