quarta-feira, 11 de junho de 2008

Museu da Língua Portuguesa



Nascido em março de 2006, só tem dois anos! Mas já é bastante conhecido. Diferente dos outros, sem ficar pra trás quando o assunto é tecnologia, globalização. Tem mesmo conteúdo. Vive de mostrar paras as pessoas pedacinhos vivos da nossa identidade, cultura, patrimônio imaterial.
O Museu da Língua Portuguesa fica na Praça da Luz.









No final do século XIX, a Estação da Luz era a porta de entrada para os imigrantes na capital paulista, e onde tinham o primeiro contato com o idioma do Brasil.
Dividido em três andares destinados ao nosso português. No primeiro, há uma exposição temporária, que já recebeu Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Gilberto Freyre e a próxima exposição, confirmada, será de Machado de Assis, no final de junho. No segundo andar, recursos interativos e tecnológicos abordam a Língua Portuguesa. No terceiro, há a projeção de um filme de 10 minutos que fala sobre as origens da nossa língua. O objetivo do museu é colocar o público em contato com a língua de maneira intensa, agradável e reflexiva. O conteúdo pode ser levado pra casa.

De acordo com a Revista IstoÉ, o Museu da Língua Portuguesa é o mais querido dos paulistanos!!! Confira o número de visitantes de alguns museus em 2006:

Museu da Língua Portuguesa: 580 mil

Masp: 470 mil

Pinacoteca do Estado de São Paulo: 397 mil

Museu do Ipiranga: 362 mil

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 4,00 (estudantes com carteirinha pagam meia-entrada e professores da rede pública com RG e holerite não pagam). Aos sábados a entrada é gratuita.

Site do Museu: http://www.museulinguaportuguesa.org.br/

Fotos: divulgação.
Foto 1:Entrada do Museu.
Foto 2:Exposição Guimarães Rosa.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Japan pop show

Atendendo a pedidos, hoje vamos falar da Liberdade. O bairro japonês de São Paulo, que também concentra chineses e coreanos.



Foto: João Paulo Vilela

O local tem uma tradicional feirinha, aos domingos, que atrai bastante gente. Além de fazer comprinhas (que podem incluir artigos orientais, artesanato, pufes, roupas para cachorros, bijuterias, e comidinhas, entre outros), ainda é possível ver um desfile de estilos. Pessoas de todas as idades e uma juventude antenada, parecida com aquela retratada nas revistas de moda japonesas. Sim, ainda é possível passar numa livraria que tem mangás, livros, revistas e outras diversas publicações nipônicas.


Melona - Pois é, não tem como não falar do tal sorvete de melona, o hype do último verão na cidade. Por pouco mais de 3 reais, você experimenta o sorvete cremoso, de formas quadradas e sabor inesquecível (de melão, lógico!). Casquinha do McDonalds? De jeito nenhum! Se joga no Melona!!

Tem a galeria SoHo, que lembra um pouco o finado StandCenter. Estandes/lojinhas disputam um espaço limitado, sem ventilação, em três (ou mais) andares. Muita gente, produtos de todos os tipos - roupas, games, espadas ninja, bolsas, quinquilharias mil. Sinceramente, fiquei com um pouco de receio de estar ali, não achei o local muito seguro.

E ainda tem a molecada que se reúne na entrada do metrô: moderninhos, roqueiros, uns com a bandana do Naruto, outros com os novos gorrinhos de bichinho (uma coisa meio toy art na cabeça; para menores de 16 hahaha).

Ah! Também tem os famosos karaokês da Liberdade!

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre esse bairro, com gancho nos 100 anos da imigração japonesa e tudo o mais. Mas prefiro apenas dar um teaser para que você visite a feirinha, prove um melona, solte a voz no karaokê e depois volte pra dar seu depoimento.

Leia mais na revista National Geographic: http://viajeaqui.abril.uol.com.br/ng/materias/ng_materia_279828.shtml

domingo, 8 de junho de 2008

DONOS DA RUA

Há tempos minha irmã, Clarissa, me convida para escrever alguma coisa por aqui... A falta do mesmo, no entanto sempre me impediu. Vontade não faltava, e eis que não resisti ao último convite: ocupar os domingos do blog, postando sobre os acontecimentos na e da jungle São Paulo.

E conto, logo de cara sobre um ciclo de palestras que aconteceu no final de maio e começo de junho no Teatro Commune (R. da Consolação, 1218). O tema foi TeatroCidade, e discutimos entre outras coisas o USO DA RUA PELO TEATRO.

Nessa mesa, que aconteceu dia 30 de maio, contamos com a participação de Nabil Bonduik (Urbanista e arquiteto), Raquel Rolnick (Pesquisadora e Arquiteta), Adailton Alves (movimento de teatro de Rua de SP) e Augusto Marin (Diretor do Teatro Commune) como mediador.

Transcrevo, inicialmente, minhas anotações sobre a fala da Raquel, que é também Relatora do Direito à Moradia pela ONU, e fez um levantamento pontual sobre a mudança do uso da rua em São Paulo através dos séculos, considerando que, até meados do século XlX, esta megalópole não passava de uma vilinha singela, sem grandes pretensões econômicas na história do Brasil. A rua era, então, lugar de trabalho, com negócios na calçada e de encontros. Ah, e um espaço predominantemente masculino, já que às mulheres (ditas) de família cabia transitar apenas em procissões. Serviçais eram vistas em feiras e no comércio das praças, durante o dia, é claro. Já as “outras” (nem de família nem empregadas) saíam quando queriam...

Cabe ressaltar que as praças, além de pontos de venda, eram centros de manifestações artísticas, bem ao estilo mambembe, subindo em caixotes e fazendo malabarismos ou cantando e atuando.

Porém, por volta de 1870, ou seja, final do século XlX, com o ciclo do café, tudo mudou e São Paulo passou a ser rota e passagem, trazendo grande movimento à pequena vila.

A transformação da cidade deu-se de forma acelerada, tendo como marco a instalação da ferrovia e dos circuitos de bonde, imprimindo, desde lá uma característica que vai se tornar o maior paradoxo no futuro: a velocidade.

Ainda assim, até os anos trinta do século XX, havia muita circulação a pé e comércio na rua. Pois não é que a briga com os camelôs começou aí?! Veio uma proibição do governo, (lembremos que estávamos em plena era do Getúlio) impedindo as pessoas de estar/parar na rua...

E se configurou cada vez mais a função da passagem, do estar em trânsito, de um ponto a outro sem paradas pra um bate-papo com o transeunte que vinha em sentido oposto.

Como a questão sempre foi produtividade, diminuir o tempo de deslocamento e aumentar a velocidade foi a função dos automóveis que logo dominaram as ruas, além dos caminhões, encarregados de escoar toda a produção pelo país.

Consolidou-se assim a produção de uma cidade de passagem, condenada a estar em trânsito ininterrupto.

E seu maior paradoxo, mencionado no início do texto, afinal, foi criada uma paralisia pela vontade de velocidade, vide as vias congestionadas e o tempo perdido em/no trânsito.

Raquel colocou, então, como uma saída, o teatro como instrumento de ressignificação do espaço público, exemplificando com o ocorrido em Bogotá, onde, através de intervenções artísticas, houve uma reconquista do espaço público. Operou-se, além da reurbanização e melhorias no transporte público, uma ação com 800 atores em figuras clownescas, permanentemente nas ruas, que, por exemplo, “choravam” para o motorista que parava em local proibido, lamentando tamanha desinformação...

Essa foi uma das estratégias de mudança da relação dos motoristas com o espaço público, utilizando o Teatro em serviço de uma nova configuração urbana, que por sinal, foi muito bem sucedida.

Adaílton Alves trouxe imagens da 2ª Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, mostrando a capacidade do teatro de mobilizar o espaço e o tempo ao seu redor, interferindo culturalmente no seu entorno e criando uma possibilidade de transgressão do sistema e ressignificação do espaço público. Além de selecionar uma bibliografia preciosa sobre o Teatro de Rua, embora escassa como ele mesmo salientou, já que são poucas as publicações sobre o assunto.

Nabil Bonduiki, que já foi vereador pela cidade e participou do Movimento Arte contra a Barbárie, da criação do Fomento e do Vai, planos de incentivo à cultura, acredita que o repovoamento da rua deve ser visto como política de segurança, já que ao ocuparmos a cidade e não somente passarmos por ela, estabelecemos vínculos de pertencimento e patrimônio, e sugere a arte pública em intervenções, ocupações e interferências nesse caminho de reapropriação.

Eu, como atriz e educadora, vejo nessas propostas um caminho de re-humanização das relações, ao possibilitar a assimilação da convivência mais reflexiva, com tempo para parar e olhar uma manifestação, deslocar o indivíduo da necessidade de “estar produzindo”para a vontade de estar ali, simplesmente desfrutando de um acontecimento que o irmana no riso e na “abolição entre produtores e receptores”(Adaílton Alves), já que na rua, simplesmente não existe essa separação!

Fecho com uma frase de J. Caiafa, trazida pelo Adaílton, que diz: “Para a arte e o pensamento, é preciso um tempo de ressonância”, portanto, quanto antes usarmos a arte para mobilizar o espaço-tempo em que vivemos, antes se darão as mudanças que tanto aspiramos.

sábado, 7 de junho de 2008

Centro das atenções paulistanas

Edifício Itália

Motivo de inspiração para escritores e poetas - desde a Paulicéia Desvairada de Mário de Andrade até Caetano Veloso - que eternizou em Sampa as esquinas da rua Ipiranga e da Avenida São João, o Centro de São Paulo abriga todas as formas de diversão e já foi reduto da boemia paulistana. Seus edifícios também marcam sua trajetória: o Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade, as construções do século XX como o Martinelli, erguido na década de 20, o Copan de Niemeyer, da década de 50 e o Edifício Itália, de 65.


O Centro tem uma importância fundamental para a evolução da cidade. É a região que confere à metrópole a sua marca, sua identidade. Após um período intenso de glamour e importância, sofreu uma fase de decadência e esquecimento, a partir do final dos anos 70. Mas, nos anos 90, novamente se acenderam os holofotes sobre a região que, atualmente, ganha cada vez mais vitalidade.


Uma das principais responsáveis é a Associação Viva o Centro, criada em 91. Iniciativa de diversos empresários, com o apoio de instituições públicas, o Viva o Centro tem profissionais preparados junto a especialistas em urbanismo para sua atuação em diversos projetos de melhoria. A associação comemora conquistas como a recuperação do Viaduto do Chá, do Viaduto Santa Efigênia e do Largo São Bento.

Viaduto Sta Efigênia


Em termos de comércio e serviço, o Centro de S. Paulo sempre foi muito vivo e pulsante, mas havia perdido o esplendor de um local para diversão. O trabalho do Viva o Centro ensina o caminho do concreto para a recuperação dessa parte tão importante da metrópole, preservando uma das características mais inerentes de um Centro Urbano: a diversidade - étnica, cultural, social e econômica - como a garantia de sua força e riqueza.

O poder público reconhece o trabalho de revitalização e importância, tanto que a sede da prefeitura mudou-se para o local em 2004. Hoje, morar no Centro da cidade voltou a ser um diferencial e sua vida cultural e de entretenimento também reconquistam a atenção e prestígio que a região realmente merece.


Conheça algumas das conquistas do Viva o Centro:

1.Complexo Cultural Júlio Prestes
2. Praça do Patriarca/Projeto do Corredor Cultural.
3. MASP Centro
4. Centro Cultural Banco do Brasil
5. Mosteiro e Largo de São Bento
6. Festivais Internacionais São Bento de Órgão
7. Restauro da Fonte dos Desejos
8. Posto Policial 24h no Viaduto do Chá/Janeiro de 2001
9. Centro Cultural dos Correios
10. Restauro do Viaduto do Chá
11. Restauro do Viaduto Santa Efigênia
12. Sesc Centro

O avesso Do Avesso


Saiba mais: Viva o Centro

sexta-feira, 6 de junho de 2008

A moda e a cidade



Quem é mulher e não viu Sex and the city não sabe o que está perdendo. Claro que as que não se deixam comover por amizade verdadeira, moda de primeira e muita bobagem preferem ver outras coisas... mas eu não, nunca.
Sou fã desde o início e sim, já vi o filme. Tive o incomensurável prazer de uma cabine ultra private na terça feira com vinho tinto e tudo. Sim, caras amigas, estou aqui falando como uma legítima conhecedora que já viu o filme e chorou, riu, amou o vestido de noiva da Carrie by Vivianne Westwood e acha que o Chris Noth exagerou no botox e na tinta de cabelo. Sou dessas sim que tem amigas e usa cachecol rosa e esmalte de glitter e se apaixona e desapaixona mesmo.
Mas voltando ao filme, que estréia hoje em salas ao redor desta cidade, é o máximo porque não tenta fazer as vezes de agradar a todos então é cruel por horas, romântico em outras e absolutamente cool sempre. Tem que ser visto. Grande parte das salas de São Paulo fizeram pré venda desde segunda feira e tudo se esgotou mais rápido que show do U2.
Então espere passar o frissor inicial, grude suas melhores amigas, vá ao cinema e se divirta. Por que, na boa, se a vida não é isso, então é o que? Mas agora o que isso tudo tem a ver com São Paulo? Nada. Tudo e nada. São Paulo é há muito o centro da moda brasileira e embora o sul exporte modelos, estilo e estilistas são a nossa praia.



São Paulo é chic mesmo com mendigo caindo e cheiro de xixi na rua. E me deculpem os socialistas mas existe coisa mais divertida do que andar por essa diferença toda e cair nos jardins? Ver todas aquelas vitrines e roupas lindas. Comprar se possível uma coisinha... Então no auge do pique Sex and the city segue um super guia fashion para nós mortais que não compramos Jimmy Choo mas desfilamos por aí de Herchcovitch e Fernando Pires.
Ah, a primeira boa notícia fashion é que a estilista Fabia Bercsek fará uma venda especial de coleções antigas em seu ateliê, então pegue seu moka de leite de soja nonfat na Starbucks e saia por aí.

Bazar Fábia Bercsek
Quando: 26/5 a 4/6, 10h às 19h
Onde: Rua Augusta, 2445, 3º andar, sala 5, Jardins, São Paulo

Alexandre Herchcovitch
Onde: Rua Haddock Lobo, 1151

Walério Araújo
Onde: Edifício Copan, loja 69

Fernando Pires
Onde: Rua da Consolação, 3534

Do Estilista
Onde: Rua Bruxelas, 169

Samuel Cirnansck
Onde: Rua João Moura, 287

E depois de gastar seus lindos sapatinhos por aí, nada melhor do que se presentear com o melhor cosmopolitan da cidade que é o do Exquisito! E se for com as amigas, melhor ainda.