domingo, 17 de agosto de 2008

Fora da civilização

A estrada é rodeada por uma parte preservada de Floresta Atlântica. O sol é encoberto pelas árvores e desponta em raios através da folhagem. É possível ver esquilos, escutar macacos, aves variadas. O som é dos bichos, do vento e das árvores. A vista que se tem é de montanhas encobertas pela mata. Só bem distante, ao fundo, se vê luzes de uma cidade. A dita civilização fica longe desse paraíso natural, apesar de estar bem ao lado. Se acharem que não estou falando de São Paulo desta vez, estão muito enganados. Esse universo fica bem próximo, ao norte da capital paulista, e chama-se Serra da Cantareira.

A maior floresta urbana nativa do mundo abriga o Parque Estadual da Serra da Cantareira, com oito mil alqueires - o equivalente a oito mil campos de futebol. Existem três núcleos abertos para visitação. O Núcleo Pedra Grande - o primeiro aberto ao público (1989) com três trilhas: das Figueiras - com 1.200m de percurso variando de suave à íngreme, da Bica - com 1.500 m de percurso suave e Trilha da Pedra Grande - com 9.500 metros. O local possui ainda, diversos condomínios de alto padrão. A Serra é procurada por quem quer ficar longe do agito de São Paulo sem tirar totalmente o pé da correria paulistana. Opção de lazer também não falta. Bares e restaurantes convivem harmoniosamente com a diversidade natural.

Entre os locais mais tradicionais, que se tornam passagem obrigatória para os visitantes, paulistanos ou não, está o Velhão. Imponente e fascinante. Misterioso. São estas as primeiras impressões diante do conjunto arquitetônico que se ergue no nº 3000 da estrada de Santa Inês, no coração da Serra da Cantareira. Cercadas de verde, as construções são todas em material de demolição reciclado, num estilo que quase lembra cidadelas européias. Quase, porque há sempre um detalhe insólito. O Velhão surpreende pela beleza e também por sua história. Ali, Moacyr Archanjo dos Santos construiu seu sonho, iniciado em 1980.

O lugar começou com uma construção e venda de materiais de demolição. Hoje é o resultado da superação de muitos obstáculos, de uma boa dose de sacrifício, mas, sobretudo, de muito trabalho inspirado por Moacyr. O desbravador morreu em julho de 2000. No entanto, seu espírito permanece e tem, particularmente, na companheira Iracema e no filho Ubiratã, o Bira, seus principais continuadores.

Ao entrar no espaço, cercado por muros altos de tijolos, se encontra logo de cara um simpático café rústico, com uma escada em caracol. O lugar é inteiro inusitado, cheio de estátuas, chão de pedra e diversas lojinhas espalhadas pelo pátio que vendem desde antiguidades e artigos orientais, até roupas, jóias e artefatos de decoração. Depois das compras, é possível beber um chope e comer uma pizza ou experimentar uma canelinha - bebida de vodca envelhecida com canela, produzida na região – enquanto se joga sinuca. Passagem obrigatória é ainda o Restaurante As Véia, que ocupa um grande espaço nas dependências do Velhão. Ali, nada é comum: a construção do fogão à lenha, uma profusão de vasilhas de barro e panelões. Dá para comer de um tudo.

Próximo dali, no km 11 da Estrada Santa Inês, mais diversão: uma casa noturna. O clube Cally, famoso nos anos 90 por ser point de gente ilustre, voltou a funcionar na primeira quinzena de junho deste ano. A casa tem capacidade para 1.500 pessoas. Com 2.800 metros de terreno e 740 m2 de área construída, o Cally aposta em uma decoração sofisticada e na música eletrônica para voltar a ter a casa cheia. A antiga decoração inspirada em motivos mexicanos dá lugar a tendências européias com motivos espanhóis, no estilo de Antoni Gaudí, projetada por três artistas plásticos. A área externa tem uma tenda retrátil, onde fica uma das pistas de dança, que faz divisa com a reserva florestal.

Outro point, desta vez dos aventureiros, é o Bar do Pedrão - no km 6 da Estrada das Roseiras. O local criou fama na década de 80, quando começaram a chegar os trilheiros vindos de toda parte de São Paulo. O bar do Pedrão se transformou em plataforma de embarque e de "pouso" para os aventureiros da terra. Ponto de encontro invariável nas tardes de sábado e domingo. Hoje, dotado de infra-estrutura adequada para receber os clientes, o antigo armazém do “seu” Pedrão é um local sem frescuras e é aí que está o seu charme. Já faz parte da paisagem e da história da Serra da Cantareira.

Quiosques, chão de terra batida, muito verde em volta: é assim o Bar do Pedrão. O serviço é quase caseiro. Além dos quiosques, o Bar do Pedrão possui dois salões com lareira. Simples e aconchegantes. É um lugar de muitas faces: durante o dia, trilheiros; à noite, até por volta das 22 horas, famílias se reúnem para uma cerveja. Depois das onze, lota. E tem música ao vivo, em particular rock, reagge e pop, tudo dentro dos limites de som que as características da Serra exigem. No cardápio, pizza, calzonne, petiscos. Opções para quem quer jantar, ou só para ficar nos aperitivos. O Pedrão tem estacionamento próprio e os herdeiros do seu Pedro, que agora tocam o lugar, garantem: quem não é de bem não encontra espaço ali.

Saiba mais:
site do Velhão
site do Bar do Pedrão

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Feirinha no shopping

O Shopping Center 3 foi construído na Avenida Paulista, no local onde ficava o prédio da CESP, que pegou fogo em 1988. Hoje, o forte do shopping são as sete salas de cinema Playarte (Cine Bristol). Mas o lugar tem diversas lojas (mais de 90), duas praças de alimentação e até um Starbucks.

Aos domingos, uma feirinha agita o shopping, a "Como assim?".


Foto: site do Shopping Center 3


Tem de tudo: antiguidades, roupas, acessórios, artesanato, artigos para decoração, bolsas incríveis, camisetas legais, etc. Conheci a feira por acaso e me surpreendi com tantas coisas interessantes à venda.


Pra quem ama SP: estampas de camisetas da Sampa In Stampa, à venda na "Como assim?".

Vale a pena conhecer (leve dinheiro!). Com mais de 120 expositores, a feira pode ser visitada das 10 às 22 horas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Evento para quem gosta de Bicho!

No próximo domingo (17) será realizado o segundo PET SHOW. O evento realizado pela CPTM tem como um dos principais objetivos promover a posse responsável de animais.

Além do desfile de cães dentro da Estação da Luz, será realizada uma cãominhada no Parque da Luz , vacinação gratuita contra a raiva em cães e gatos, performances com os cães da GCM e lançamento do filme Snow Buddies da Walt Disney.

A Secretaria Muncipal da Saúde/CCZ promoverá o início do projeto"Adote um amigo no Parque", uma feira de adoção itinerante nos parques municipais.

O evento é gratuito é acontecerá no próximo domingo, dia 17 de agosto.

terça-feira, 15 de julho de 2008

São Paulo Rock City

Já que estamos falando de música: São Paulo é a cidade do rock no Brasil. Talvez por ser a maior capital do país, a mais moderna, mais internacional, a mais frenética. São Paulo é destino certo para as bandas que vêm do exterior.

Além disso, todos os dias (sim, de segunda a domingo) é possível ver o show de alguma banda. Seja banda grande ou do circuito underground, São Paulo tem opções em todas as vertentes do rock. Em alguns bares tem show quase diariamente, de bandas de estilos diversos (som próprio, cover, punk, folk, progressivo, metal, alternativo, garage, entre outros): Funhouse, CB Bar, Inferno, Outs, Ladyhell, Astronete, Manifesto, Blackmore, Café Aurora, Café Piu Piu (é sério!), The Wall, Stones Pub, Kazebre. A lista é extensa, bem maior que essa, pode acreditar.

E como não falar da Galeria do Rock, no Centro? Atual reduto de emos, já foi a meca dos roqueiros da cidade. Muitas lojas de discos, DVDs, roupas, bonecos (é, tem uma loja incrível com bonecos sensacionais, de estrelas do rock a personagens de desenhos e filmes), tênis, melissas, acessórios mil para as meninas (bolsas, pulseiras, buttons, cintos, brincos) e para os meninos também. Também tem estúdios de tatuagem, lojas de skate e muita camiseta preta.


O prédio da galeria do roque (ou Shopping Center Grandes Galerias) foi construiído na década de 60.
Foto: Eli Hayasaka

Outro lugar bastante frequentado por músicos é a Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, onde existem cerca de 30 lojas de instrumentos musicais e acessórios. Sem contar o número de estúdios para ensaio e gravação espalhados pela metrópole...

São Paulo tem espaço pra apreciadores de todos os tipos de música, é fato. Mas a cidade é rocker.

Galeria do Rock: Rua 24 de Maio, 62 (entrada também pela Av. São João, 439)
Próximo ao Metrô República

segunda-feira, 14 de julho de 2008

São Paulo Som

..na Ipiranga com a São João, da terra da garoa, é sempre lindo andar..
..Santidade urbana, São Paulo é meu sertão..


Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Adoniran Barbosa, Inocentes, Itamar Assumpção e até Morcheeba. Esses são apenas alguns dos nomes da música que já cantaram São Paulo em suas letras. Sim, a banda inglesa Morcheeba tem em seu repertório uma música dedicada à metrópole paulistana. A cidade passou pela voz de muitos outros, como Tom Zé, com A Briga do Itália e do Hilton e São, São Paulo; Jackson do Pandeiro, com Nortista Quatrocentão; Engenheiros do Hawaii, com Sampa no Walkman; os Demônios da Garoa, com Isto é São Paulo - já lembrada em postagem anterior - entre tantos daqui e de outros cantos do País e do planeta. Imortalizada em Sampa, de Caetano Veloso, São Paulo dá samba, chorinho, rock, jazz... Sem esquecer, é claro, de Santa Rita de Sampa Lee, madrinha da cidade, que sempre está por aí cantando a paulicéia. Por essas e por outras é que na Ipiranga com a São João, da terra da garoa, é sempre lindo andar. Santidade urbana, São Paulo é meu sertão.





Set list:

Te Amo São Paulo – Tom Jobim
Dobrado de Amor a São Paulo – Vinícius de Moraes
No Morro da Casa Verde – Adoniran Barbosa
São Paulo – Inocentes
Venha até São Paulo – Itamar Assumpção
São Paulo – Morcheeba
A Briga do Itália e do Hilton – Tom Zé
São, São Paulo – Tom Zé
Nortista Quatrocentão – Jackson do Pandeiro
Sampa no Walkman – Engenheiros do Hawaii
Isto é São Paulo - Demônios da Garoa
Sampa – Caetano Veloso
As mina de Sampa – Rita Lee
São Paulo da Garoa – Tonico eTinoco
São Paulo, São Paulo – Premeditando o Breque
São Paulo SP – Fernanda Abreu
Aprendiz de Feiticeiro – Itamar Assumpção